Significa deixar de olhar apenas para:
“Tenho um problema de vendas.”
e começar a perguntar:
“O que neste negócio pode estar a produzir este problema de vendas?”
Ou deixar de assumir:
“Tenho de aumentar os preços.”
e perceber primeiro:
“A oferta, o posicionamento e o cliente que escolhi conseguem sustentar esse preço?”
Ou ainda:
“Preciso de mais clientes.”
quando o verdadeiro problema pode ser que o negócio já não consegue suportar mais clientes sem aumentar ainda mais a tua carga de trabalho.
É isto que muda.
Em vez de resolver o sintoma primeiro, percebemos o sistema primeiro.
Porque podes executar uma boa solução no lugar errado.
Podes:
E podes fazê-lo muito bem.
Só que vais continuar a trabalhar sobre o problema errado.
Quando analiso um negócio, posso olhar para várias dimensões:
Há procura? Quem compra? Porque escolhe?
Está claro porque este negócio deve ser escolhido?
Aquilo que vendes está bem organizado e faz sentido para o cliente?
O preço, a margem e o modelo funcionam economicamente?
O negócio consegue sustentar aquilo que promete?
O que está a ser adiado, mantido ou escolhido?
Quando é relevante, a forma como ocupas o teu lugar no negócio está a interferir com aquilo que tentas construir?
Não significa que todas estas áreas estejam sempre envolvidas.
Significa que não decido antecipadamente onde está o problema.
Primeiro observo.
Imagina que dizes:
“Preciso de vender mais.”
A primeira solução pode parecer evidente: mais conteúdos, mais leads, mais prospeção.
Mas depois percebemos que:
Então o problema deixou de ser:
“Como vendo mais?”
e passou a ser:
“Como reorganizo este negócio para que cada venda tenha mais valor e exija menos dependência de mim?”
Foi o problema que mudou?
Não.
Mudou a qualidade da leitura.
Chamo sistema ao conjunto de elementos que participam no funcionamento do negócio e à forma como se relacionam.
Podemos observar:
E depois perguntar:
O que nesta organização ajuda a explicar o resultado que estamos a ver?
Podes decidir subir os preços.
Mas tens de conseguir sustentá-los.
Podes decidir mudar de cliente.
Mas a tua oferta precisa de acompanhar essa mudança.
Podes decidir delegar.
Mas tens de existir estrutura para que outra pessoa assuma aquela função.
Podes decidir reposicionar.
Mas o negócio precisa de passar a agir de acordo com a nova posição.
Por isso, a Inteligência Sistémica não substitui estratégia.
Ajuda-nos a perceber o que precisa de mudar para que a estratégia consiga funcionar.
Também faz parte do sistema.
Mas não é a explicação para tudo.
Às vezes o problema está simplesmente:
Noutras situações, a posição da fundadora é relevante.
Por exemplo:
Nesses casos, olhar apenas para a estratégia deixa parte do problema de fora.
Na aplicação da Inteligência Sistémica aos negócios, há três eixos que aparecem frequentemente.
Que negócio estás realmente a construir?
Que lugar estás a ocupar perante o mercado, o cliente e o próprio negócio?
Consegues sustentar as decisões exigidas por esse lugar?
Não são um teste de personalidade.
São formas de organizar a leitura do negócio.
Não é terapia para empresas.
Não é espiritualidade empresarial.
Não é procurar traumas por trás de cada problema.
Não é constelar tudo.
Não é substituir números por intuição.
Não é concluir que “o universo não permite”.
E não é uma desculpa para ignorar estratégia.
A diferença é que o analisamos em relação, e não apenas por departamentos separados.
Na Clínica Sistémica de Negócios, a Inteligência Sistémica é aplicada a problemas reais como:
A finalidade não é ficares a compreender melhor o problema para sempre.
É compreender suficientemente bem para decidir melhor.
Se tens uma situação concreta:
Consulta Sistémica de Negócio
Trazes uma questão real.
Eu analiso contigo o contexto, as relações relevantes e aquilo que merece prioridade.
Se ainda nem sabes onde está o problema:
Diagnóstico Sistémico do Negócio
Uma primeira leitura gratuita.
Serve para evitar que continues a tentar resolver muito bem o problema errado.